Se você não possui um terreno, antes de pensar nas outras questões da construção de sua casa, terá de se concentrar na compra da área. Segue abaixo uma lista de itens que merecem sua atenção:
2- Projeto
O acompanhamento de um arquiteto e de um engenheiro é muito importante não apenas na elaboração do projeto, mas também na fase de construção. Pode parecer um gasto a mais, mas tente encarar como um investimento que garante qualidade à obra e evita dores de cabeça posteriores.
Em alguns casos, o profissional representa inclusive redução de custo porque previne erros no projeto e na construção que demandariam mais mão-de-obra e mais material para corrigir o problema.
Na fase de anteprojeto, você precisa explicar ao arquiteto o que deseja. É hora de falar o que tem em mente, citar os espaços que pretende valorizar na casa, mostrar seus rascunhos, seu gosto, seu estilo, sem esquecer de mencionar a verba disponível para o investimento.
Por isso, antes de contratar o profissional, amadureça suas idéias e tente colocar no papel as linhas gerais das características que você sempre sonhou para sua casa. É interessante também visitar imóveis e ler revistas sobre o assunto para ter mais claro qual é o estilo de casa que tem a sua cara. Isso ajuda o profissional a fazer um esboço que vá ao encontro dos seus desejos e necessidades.
Não se esqueça de considerar possíveis ampliações (adega, churrasqueira), pontos de eletricidade internos e externos, iluminação de jardins, alarme, telefonia, aterramento, antena e padrão de acabamento.
3- Planejamento
A partir do momento em que o projeto está pronto, é necessário fazer um planejamento da obra. O ideal é que o arquiteto e o engenheiro também participem desta etapa do trabalho.
É preciso elaborar um cronograma físico/financeiro, ou seja, uma planilha em que serão informadas as sequências de execução dos serviços, prazos e gastos referentes ao material e à mão-de-obra.
É importante fazer o planejamento para saber qual é o investimento necessário para cada etapa de construção e em quanto tempo a casa estará pronta. Além disso, um planejamento de obra bem elaborado e bem executado evita desperdícios, gastos extras e garante o cumprimento dos prazos.
4- Legalização da obra
Antes de começar os trabalhos na obra, é necessário ter um alvará de construção, documento fornecido pelas prefeituras municipais. Para emiti-lo, é preciso mostrar o comprovante de IPTU do terreno, a escritura de compra e venda e a apresentação da planta.
Outro passo importante é regularizar a obra no INSS. A legislação obriga o proprietário de uma construção civil particular a efetuar matrícula da obra no INSS em até 30 dias antes do início dos trabalhos. A exceção vale para construções familiares, de tamanho inferior a 70 metros quadrados, que utilizem mão-de-obra familiar (e não assalariada). Para esse procedimento, é necessário CPF ou RG do proprietário, comprovante de IPTU do terreno, escritura de compra e venda e planta aprovada pela prefeitura.
5- Contratação da mão-de-obra
Antes de contratar mão-de-obra, procure referências. Provavelmente o arquiteto e o engenheiro que acompanharão sua construção poderão ajudar na contratação de pessoal. A indicação de amigos que já tenham construído também auxilia na escolha dos funcionários.
Outra possibilidade é trabalhar com um empreiteiro. Neste caso, ele será o responsável pela contratação de mão-de-obra. Mas, antes de fazer esta opção, visite obras que o empreiteiro esteja executando para conhecer padrão de limpeza, qualidade, acabamento, prazo e desperdício de materiais.
Seguem outras dicas para a contratação:
6- Compra de materiais
A cotação dos materiais é uma etapa importantíssima da construção da obra e ela refletirá no valor total do investimento que você fará.
Antes de mais nada, monte uma planilha com data, produto (ou serviço), fornecedor, quantidade, preço unitário, preço total, prazo de entrega e condição de pagamento.
Para ter uma idéia real das condições comerciais e para fazer o melhor negócio, solicite orçamento a pelo menos quatro empresas e peça as cotações por escrito. Não tenha vergonha de pechinchar preço, prazo de entrega e condições de pagamento.
Seguem outras dicas:
A partir deste momento, sua obra está em andamento. Acompanhe o desenvolvimento, o padrão de qualidade, os prazos, custos e o planejamento da obra. Desta maneira, nada fugirá ao previsto.
Quando você escolher um local para comprar seu imóvel, antes de fechar negócio, visite a região escolhida várias vezes e em horários diferentes para conhecer melhor o trânsito, a insolação, a limpeza do bairro e as condições de forma geral.
Observe se há farmácias, padarias, açougues, cinemas, clubes, mercados, parques, escolas e hospitais nas imediações. Fique atento também ao padrão de vida dos vizinhos e à qualidade das relações sociais entre os moradores.
Pesquise informações sobre infra-estrutura, luz, gás, energia elétrica, telefone, internet e segurança.
2- Escolha do imóvel
São muitos os detalhes a serem observados na hora de escolher um imóvel. O primeiro deles é o estado de conservação em geral. Em caso de edifícios, veja também as condições do prédio e das áreas comuns.
Verifique qual é o posicionamento do imóvel em relação à insolação. Opte por aqueles que têm os dormitórios e a sala voltados para o norte. Preste atenção na ventilação. Uma maneira de se certificar se o local é bem ventilado é checar pontos de umidade nos cômodos.
Não deixe de visitar a garagem e ver qual é a capacidade dela. No caso de prédios, pergunte ao síndico se a vaga é fixa ou se existe sistema de rodízio. Neste caso, faça uma visita a todas as áreas de estacionamento do edifício. Informe-se também sobre manutenção das áreas comuns, valor de condomínio e obras a serem realizadas.
3 – Documentação
Após se informar sobre o bairro e escolher o imóvel, solicite os seguintes documentos do imóvel e do vendedor:
4- Assinatura do contrato
É possível registrar a compra de um imóvel por meio de um contrato particular ou de uma escritura pública. Caso o negócio seja pago à vista, providencie a escritura definitiva em um cartório de notas e registre o bem em seu nome. O registro em cartório é o documento que garante que o imóvel é realmente seu.
Quando a compra é parcelada, geralmente se faz um contrato particular. Após a quitação, é importante providenciar a escritura definitiva e registrar em cartório. No contrato particular, que deve sempre ser provisório, devem constar as seguintes informações:
5- Custos
Segue uma relação das despesas com o registro da escritura:
a) Na prefeitura municipal:
b) No registro de imóveis:
Ao construir, é natural que inicialmente se pense apenas nas características que vão atender à família do proprietário. No entanto, o ideal é conciliar a casa dos seus sonhos com um perfil comercial de imóvel, que ajuda bastante em uma futura negociação.
A escolha do terreno é o primeiro aspecto a ser observado: as áreas planas são mais fáceis de vender. A existência de área de lazer também facilita a comercialização do imóvel. Vale a pena economizar alguns metros na construção para um pequeno jardim, uma horta ou uma churrasqueira.
2- Segurança
A segurança tem um peso muito importante na decisão de comprar um imóvel. Ao construir, leve isso em consideração para proteger a sua família e para valorizar seu imóvel numa eventual negociação.
Um muro alto nem sempre é a melhor solução para se defender da violência porque permite que o invasor se movimente dentro do imóvel sem ser visto de fora. Uma alternativa seria a instalação de alarmes em janelas.
Outra solução é construir dentro de condomínios ou minicondomínios, cada vez mais comuns nas cidades. Os terrenos em condomínios fechados de pequeno porte geralmente têm preços melhores que os de grandes condomínios e também contam com segurança 24 horas – o que garante mais tranquilidade aos moradores.
3- Outras dicas para vender